20 de maio de 2013

A internet como causa do divórcio

Postado Por: Rogério da Fonseca with Sem Comentarios
Não muito tempo atrás, as relações interpessoais eram diferentes. A família, lato sensu, era grande, com muitos tios, irmãos, e avós. No contexto histórico, todos trabalhavam para que tivessem como sobreviver. Eram tempos em que internet, "facebook', "MSN" - que é muito pouco utilizado nos dias de hoje -, televisão e outros meios de comunicação e informação não faziam falta. 

Com o advento da tecnologia que beneficiou sobremaneira a humanidade, trazendo pontos positivos indiscutíveis, trouxe também o que prefiro nomear de "divórcio tecnológico". A razão de ser de muitos se perdeu no mundo da virtualidade. Na internet, não precisamos mostrar nossa cara, nosso ser, podemos nos valer de mentiras, perfis falsos - "fakes" - e assim, liberar o que não se pode publicamente, por razões de medo ou de vergonha. 

Neste contexto, a entidade familiar está perdendo seu núcleo, seu respeito. Hoje, os filhos comem nos quartos, na frente dos computadores ou consoles. Os pais, que não ficam de fora das novas tecnologias e por terem sede de se parecerem com os jovens, acabam entrando no mesmo barco que já vem naufragando. E aí, cada um vive sua vidinha, parecendo tudo muito normal. Opera-se então, o divórcio em gente casada. 

O divórcio dos filhos, de modo que só se sabe de sua existência por causa de suas necessidades. Gente que sobrevive, mas não vive. O que mais incomoda nisso tudo é que tudo parece muito bom e muito bem... Ninguém se importa, aliás: quem se importa? É mais fácil viver uma virtualidade do que uma realidade. E afirmo isso com base nos fatos sociais e familiares que se mostram todos os dias. Meninos e meninas que não saem de casa, transtorno de ansiedade e depressão acometendo crianças, pais desequilibrados sofrendo com superproteção dentre outras coisas. 

E tudo é tão normal... Tudo é tão tecnológico! É como se tivéssemos entrado numa era de formatação... Sim, inverteu-se os pólos, estamos vivendo na realidade a virtualidade, a relatividade de relacionamentos e valores. Arrisco dizer que a tecnologia fez com que muitos pudessem mostrar sua verdadeira face, sem sair de casa. Tudo que falamos até aqui, amigo leitor, são formas de divórcio! 

Que os nossos olhos se abram e nossa alma seja transformada, porque viver assim é sobrevivência e não é esse o objetivo da vida lá fora. Vença seus medos, enfrente-os e você verá que existe vida além do seu "facebook". De maneira nenhuma estou dizendo que a tecnologia é negativa, mas apenas enfatizando que devemos ser equilibrados, nunca exacerbados em algum comportamento., muito menos que devemos voltar para o Século XV!

 Em outra oportunidade voltaremos a falar sobre o tema!

 Comente, curta, compartilhe, fique à vontade!

 Abraços! 

 Rogério da Fonseca
← Postagem mais recente Postagem mais antiga → Página inicial

0 comentários:

Postar um comentário